O Fantástico Mundo de Baumgarten

Uma incrível perda de tempo narrando as experiências (uii!) e pensamentos de alguém que vê o mundo em outras cores. P.S.: "outras cores" é uma metáfora, não sou de maneira alguma estragado dos olhos. Se você pensou isso, a culpa é do português, essa maldita lingua que permite dupla conotação. Se mesmo assim você não entendeu, é uma pessoa burra demais pra merecer minha atenção e eu provavelmente só lhe trato bem por interesse ou pena. Pare de chorar e viva com isso!

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Local: Rio Grande, RS, Brazil

Todas as religiões convergem em um ponto: é impossível descrever Deus de maneira coerente. Partindo deste princípio universal, me resguardo o direito de não falar muito sobre mim. Resumidamente: sou autoritário, temperamental, tenho rompantes de anti-socialidade, gosto de ficar sozinho e busco desesperadamente na vida a eternidade. Buenas, é isso, seu fuxiqueiro curioso dos infernos!

7.9.09

Meus grandes pequenos shows de Porto Alegre

Vou aproveitar meu tédio quase suicída dessa maldita segunda-feira de feriado aqui no exílio caribenho para mostrar ao mundo finalmente minha opinião (vulgo "bula papal") sobre os showzinhos recentes que assisti em Porto Alegre.

Enrolei muito esse post porque sinceramente eu tinha coisa melhor para fazer, mas hoje eu não tenho (como se sabe universalmente "estudar" é uma coisa nada divertida e que faz automaticamente todas as outras coisas não-divertidas se tornarem atraentes).

Buenas, sem mais enrolação e momentos EMO, vamos direto ao prato principal...


Alanis Morissette - Pepsi On Stage - 06/01/09 - 100 reais na pista

Tai um show que eu esperei a segunda metade da década de 90 toda para assistir, mas que só consegui ter chance de ver quando ambos eu e Alanis nos encontramos decrépitos e decadentes. Essa "moça" (aspas relevantes) foi do caralho no fim do século passado, porém definitivamente virou "tia" (não no sentido zona da palavra, claro) e agora tá começando a correr o risco de virar a Suzana Vieira da música.

Incrível como a energia que o som dela tinha se esvaiu! Nem as músicas revoltadas ela cantou com vontade. Aliás ela conseguiu tirar a pegada de boa parte das coisas que ela cantava em estúdio com pegada. Não sei se ela encontrou a paz interior na Índia ou coisa do tipo, mas eu preferia quando ela andava com a fúria nos olhos e raiva dos ex-namorados sacanas.

Teve momentos do show que eu sinceramente fiquei na dúvida se ela cantava ou se eu assistia um backing vocal Faustão style. Ok, no final fui convencido (pelos amigos, não pela cantora) que era ela cantando ali, mas definitivamente a "moça" (aspas relevantes, sempre bom lembrar) perdeu o encanto e a força. Claro que a cobertura midiática do show babou ovo, mas até se fosse o Serguey eles fariam isso. Bom, se fosse o Serguey pelo menos seria divertido, na pior das hipóteses.

Ainda acho bom comentar sobre o lugar. O Pepsi On Stage não tem condições de receber eventos desse porte e tipo no verão. Sério! Se tivessem me vendido ingresso para uma sauna mista gigante eu teria acreditado mais. O negócio é um forno sem ventilação decente! Refrigerantes por preços de boca (paguei 5 reais num copo de água sem gás, vai tomar no cú - com acento pra não ser ofensa) e a maldita condensação que fazia o suor da geral cair de volta na minha cabeça, via teto, não ajudaram a compor um bom ambiente. Ao menos foi a coisa mais próxima do espírito do rock que eu vi naquela noite...

Baumgartômetro: 5/10 - pelo repertório do caralho, apesar de tremendamente mal apresentado.


R.E.M. - Estádio do Zequinha - 06/11/08 - 100 reais no campo

Sempre curti o R.E.M., mas nunca fui fã xiita da banda. Sabia que os caras tinham um repertório massa, só que desconfiava que eu não conhecesse nem 6 letras de música deles de cor. Eu estava certo, apesar disso não atrapalhar muito (o público na maioria era esforçado, mas enrolava mais que eu no embromation).

O show teve dois momentos BEM distintos para mim: o começo com trabalhos pós 2000 que eu não conhecia praticamente nada; a segunda metade com a década de 80 e 90, que era a parte que eu fui ouvir.

A primeira metade do show foi bem boa, apesar de eu não conhecer nada. Uma parcela razoável da galera conhecia o som e não deixaram Porto Alegre passar vergonha, mas eu apenas fiquei esperando aquilo tudo passar rápido, não foi o que eu me mexi de Floripa até Poa para ver. No geral até que as musiquinhas novas deles são bacanas, mas não vi nenhum potencial substituto pras coisas antigas. Ok, eu posso estar ficando nostalgico e enjoado... (ficando? XD)

A segunda metade sim, FOI AQUELA PORRA QUE EU TINHA IDO VER! Do caralho, showzaço! Cantaram praticamente tudo que eu sonhei que eles fossem cantar (apesar de não cantarem "Ursinho Pimpão", que não sei porque sempre espero que as bandas cantem...) e com uma pegada muito foda apesar de serem mais velhos que a tia Alanis. Muito bom, o público delirou e eu curti muito, valeu cada centavo do ingresso.

Um negócio legal do show é que ele aconteceu senão me engano 1 dia depois do Obama ser declarado vencedor da eleição americana, e como o REM foi uma banda abertamente apoiadora do negão o show foi marcado por manfestações (tanto da banda quanto do público, que tomou a iniciativa na verdade) pró-Obama. Muito bacana e reforçou a sintonia entre a galera o o pessoal no palco.

No geral uma das poucas coisas negativas que eu vi foi a divisão bastante rígida entre músicas velhas e novas. Uma metade pra cada, bem separado. Se o show acabasse na primeira metade (cheguei a temer por isso) eu teria saído frustrado, então talvez fosse melhor eles terem misturado tudo. Pelo menos a segunda metade foi que nem escutar um cd de Greatest Hits ao vivo, não tem coisa melhor (até tem, mas envolveria as Pussycat Dolls cantando nuas, lutas e gel).

O Nenhum de Nós "abriu" para eles, mas na real só enrolaram no palco com umas 4 músicas. Aparentemente todo show internacional em Poa tem que ter abertura de um gaúcho, e a própria banda (o Nenhum de Nós, caralho...) disse que só tava ali pra fazer número e queria mesmo era assistir ao R.E.M.

Sobre o lugar... Bem... eu achei meio improvisado, MAAAAS bem melhor que o Pepsi On Stage, sem sombra de dúvida! Por ser ao ar livre era mais fresco (uiiiii, vai ver por isso que combinava com o R.E.M.) e achei o som bem melhor que na Alanis tb (apesar de estar meio baixo no começo, pelo que lembro melhorou depois).

Baumgartômetro: 8/10 - eu daria mais nota se fossem melhor distribuídas as músicas.

Cachorro Grande - 13/05/09 - Gigantinho - 120 reais na pista

Epa, não quero dar pra ninguém da banda e nem sou tiete ou magnata excêntrico! Os 120 reais também incluíam um dos últimos shows da vida do Oasis! bwhahahahahahha

Eu conhecia as músicas de sucesso da Cachorro Grande, mas confesso que torci o nariz quando vi que eles iam abrir (tinha esperança no Bidê ou Balde, que eu gosto mais). Só duas palavras sobre o show da Cachorro Grande: DO CARALHO! ("do" conta como palavra? Acho que não... Dane-se!)

O som absurdamente alto e meio distorcido ajudou bastante, mas foi o show mais rock and roll que eu já vi na vida. Mais que o Oasis até, apesar de não ter sido necessariamente melhor (o do Oasis logicamente foi mais refinado e eu comento em seguida, te acalma guri!).

Nunca imaginei que o público curtisse tanto a Cachorro Grande e soubesse as músicas quase todas de cor (aliás sabiam todas, mas tinha uns lá que nem eu boiando). A banda também não deixou por menos e mandou ver, cheios de atitude e postura. Curti muito, assistiria fácil novamente. O repertório era mais longo do que eu supunha, e todas as músicas levantaram a gurizada. Foi muito do caralho mesmo.

Coisas do lugar eu comento no show do Oasis ai embaixo :P

Baumgartômetro: 10/10 - pela surpresa que foi (até por ser show de abertura para uma mega-banda) e pelo repertório bem bala.

Oasis - 13/05/09 - Gigantinho - 120 reais na pista

Esse era que nem a Alanis: esperei a segunda metade da década de 90 para assistir e nunca tinha tido chance. Pelo menos o Oasis não tinha desaparecido tanto e ficado tão bucha quanto a tia Alanis, ainda emplacaram um número razoável de sucessos nos anos 2000 (apesar de não ser mais que nem na década de 90).

Uma coisa que eu sempre abominei no Oasis foi o Liam (o vocalista poser). O acustico MTV de 1995 tinha sido foda porque não tinha o Liam (simulou lesão pra não jogar... chinelinho!), e eu torcia muito que ele "matasse" o show de Porto Alegre também. para meu azar ele veio, e pelo que percebi o público curtiu (muitas menininhas e magrões bicholas dando gritinhos de amor me fizeram perceber isso). Bem feito pra eles: o Oasis acabou de acabar por causa de rixas entre os dois irmãos, e o Noel, mais talentoso e necessário, deixou a banda. ENFIEM, fãs jegues!

Sobre o show eu tinha altas expectativas, e por sorte elas foram satisfeitas. Queria os sucessos - eles tocaram; queria um show longo - foi relativamente longo; queria refri com preço razoável - o tio que vendia me conseguiu uma coca por 4 pila. Saldo positivo!

Tocaram praticamente todos os sucessos (acho que só deixaram de fora uma música que a galera queria e uma que eu queria - "Married with Children", obscuraça!). A banda continuava com a mesma pegada que eu lembrava, e o som continuava muito bom. As músicas novas eram muito legais e, bem da verdade, muito parecidas com o que eles sempre fizeram. Isso ajuda o índio velho que não escuta mais as coisas novas (porque todo nostálgico depressivo foge da realidade moderna se apegando ao passado de glórias XD ).

Como era de se prever o Liam ficou fazendo poses de britânico arrogante e puto, mãozinhas no bolso, pescoço empinado e tralalá. Até tentei jogar alguma coisa nele pra ver se pegava no gogó e matava (eu poderia me esconder na multidão facilmente), só que errei. Quando um negrão 2x2 da segurança começou a procurar quem atirava coisas eu resolvi por bem parar de tentar. Deviam ter me deixado fazer isso, a banda não teria terminado!!! Rá!!!

Muito bom o show, valeu cada centavo também (aprende, Alanis!). O lugar era visivelmente adequado para receber um troço daquela magnitude (aprende Pepsi On Stage!) e só achei ruim a fila pré-show, uma baderna e péssimo exemplo de organização. Eu fui com a Schneider bem cedo pra pegar lugar na frente e sentimos na pele o que é a bagunça num evento grande.

Mesmo assim valeu completamente a pena, e ainda ficou valendo mais porque foi a última oportunidade de assistir os caras tocando (pelo menos por um tempo, até acabar a grana/teatrinho de marketing deles).

Baumgartômetro: 10/10 - mas poderia ter sido 11 se eles tivessem tocado a minha música (e 12 se eu tivesse acertado a pedra no pomo de adão do Liam XD).

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Esses foram os shows mais recentes que eu fui. Perdi de ir no Duran Duran (cancelaram o show por falta de público pelo que me disseram); obviamente não fui no James Blunt (a Camila disse que estava do caralho, mas de música de depressão me bastam Radiohead, Coldplay e beirut); e não irei no do Faith No More, por falta de grana e problemas de disponibilidade também. Espero que esses sejam bons, porque agora mudando para Poa quero mais bandinhas do caralho. Falando nisso, quando tem show do Wander? UHU!

#Sir Baumgarten tem certeza que vai perder muito tempo e dinheiro em shows ano que vem, mas se tiver pessoas mesmo afudê e cerveja barata vai ser do caralho!

6 Comments:

Anonymous Claudio said...

O Liam sempre estragou o oasis mesmo, o acustico foi a melhor fase deles, sem aquele babaca cantando feito uma bixa, por causa dele que eu parei de ouvir esses merdas. A alanis tá velha mesmo, deu pra ela. Cara, o show do Faith no More deve ser do caralho, se der eu vou nesse...

8:45 PM  
Blogger Baumgarten, ídolo de milhões said...

Pior que é, Vianna, eu tava a fim de ir no FNM, mas porra, começaram com 100 e pouco contos o mais barato, e acho que vou estar em SP na época num congresso. Deve ser bom pra caralho o show deles... Podiam tocar umas do Mr. Bungle ;P

8:48 PM  
Anonymous Claudio said...

Po, se tocassem Mr. Bungle ia ser foda... 100 paus é uma merda mesmo, mas eu vou comprar o meu ingresso duma vez pra não achar desculpa pra não ir depois... hehehe
Pelo que eu vi no youtube dos shows dessa turne nova deles, eu acho que vai ser do caralho mesmo.

9:57 PM  
Blogger Vanessa said...

qm tu ker enganar com "cerveja barata" ?? eheahuihae

11:30 PM  
Blogger Baumgarten, ídolo de milhões said...

Tu sabe que isso é a letra da música "Lugar do Caralho" do Wander Wildner né?

XD

11:38 PM  
Blogger Leonardo said...

Também não me impressionei muito no show da Alanis que eu fui. Também gosto do Oasis, apesar dos chiliques dos irmãos. E acho a Cachorro Grande das melhores bandas brasileiras em atividade no momento. Se não for A melhor.

5:50 AM  

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