O Fantástico Mundo de Baumgarten

Uma incrível perda de tempo narrando as experiências (uii!) e pensamentos de alguém que vê o mundo em outras cores. P.S.: "outras cores" é uma metáfora, não sou de maneira alguma estragado dos olhos. Se você pensou isso, a culpa é do português, essa maldita lingua que permite dupla conotação. Se mesmo assim você não entendeu, é uma pessoa burra demais pra merecer minha atenção e eu provavelmente só lhe trato bem por interesse ou pena. Pare de chorar e viva com isso!

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Local: Rio Grande, RS, Brazil

Todas as religiões convergem em um ponto: é impossível descrever Deus de maneira coerente. Partindo deste princípio universal, me resguardo o direito de não falar muito sobre mim. Resumidamente: sou autoritário, temperamental, tenho rompantes de anti-socialidade, gosto de ficar sozinho e busco desesperadamente na vida a eternidade. Buenas, é isso, seu fuxiqueiro curioso dos infernos!

22.3.07

Semana dos Posts Bizarros Dia III - A Novíssima História do Mundo

Não há como negar, a história é uma bela e gorda mentira inventada para que a gente não descubra o que realmente existiu antes.
Impossível me convencer que existe alguma ciência em contar fatos complexos a partir de evidências capengas e fragmentadas eventualmente encontradas em algum local qualquer. Caiamos na real: historiador é aquele cara que pega um fato que hipoteticamente aconteceu e completa com um monte de bobagenzinhas que lhe vem na cabeça àquela hora. Ou realmente alguém acredita naqueles matuscos que reviram a terra com um pincel, encontram umas pedras velhas, deduzem que são ossos da ponta do dedão de um terrível "Monstrengossauros Aniquilodenses Rex" (mesmo que nunca tenham visto um) e reconstroem um belíssimo exemplar com riqueza de detalhes? Acordem, vocês estão sendo enganados.
Aqui está o que aconteceu na verdade: no começo existia a mim; a mim e uma Coca-Cola. Eu geralmente me furtava de tomar aos baldes minha Coca-Cola porque sabia, por meia da grande profecia, que ela um dia iria acabar. Não me perguntem quem escreveu a profecia, já que só existiamos eu e a Coca-Cola. Ela não sabia escrever; eu não sabia fazer profecias...
Bom, existiamos eu e a Coca-Cola. Eu, a Coca-Cola e um equilíbrio tênue entre minha vontade de secá-la e minha consciência de que aquilo seria meu fim. Um belo dia, cansado de nada fazer e de limitar minha presença onipotente à fitar o líquido sagrado, abri o recipiente divino e bebi-a num só gole. Naquele instante que se seguiu, o inevitável e trágico momento se fez: havia-se acabado a primeira Coca-Cola.
Insandecido pela falta do elixir supremo, cansei-me de seguir a idiótica profecia que ninguém havia escrito e criei, então o Mundo, o Universo e tudo o mais. Não num gesto digno e benevolente. Não existe dignidade e benevolência. Criei tudo o que há para que, um dia, houvesse uma humanidade que se pusesse a me servir e, finalmente, fabricar indeterminadamente a preciosa Coca-Cola. E assim se fez. Eu criei o Mundo. O Mundo criou a Coca-Cola. Eu criei os historiadores. Os historiadores fabricaram a história. E assim tem sido, será e, enquanto eu o quiser (e houver Coca-Cola), continuará sendo. Longa vida à mim.

#Sir Baumgarten se curva perante o Grande Criador e Fonte de tudo o que há. Ave, Baumgarten.

1 Comments:

Blogger Flor said...

Juro: eu me pergunto como você tem tanta imaginação!
Já pensou em escrever pra uma coluna? Não sei em que tipo de periódico, mas to falando sério. Eu gosto, juro!
Eu queria que o meu processo produtivo fosse assim que nem o teu, em larga escala.
Levo dias pra escrever alguma coisa, e nem sempre é um texto, às vezes só um parágrafo.
Ai... me ensina o truque? É a Coca-Cola, né?

11:10 PM  

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