O Fantástico Mundo de Baumgarten

Uma incrível perda de tempo narrando as experiências (uii!) e pensamentos de alguém que vê o mundo em outras cores. P.S.: "outras cores" é uma metáfora, não sou de maneira alguma estragado dos olhos. Se você pensou isso, a culpa é do português, essa maldita lingua que permite dupla conotação. Se mesmo assim você não entendeu, é uma pessoa burra demais pra merecer minha atenção e eu provavelmente só lhe trato bem por interesse ou pena. Pare de chorar e viva com isso!

Minha foto
Nome:
Local: Rio Grande, RS, Brazil

Todas as religiões convergem em um ponto: é impossível descrever Deus de maneira coerente. Partindo deste princípio universal, me resguardo o direito de não falar muito sobre mim. Resumidamente: sou autoritário, temperamental, tenho rompantes de anti-socialidade, gosto de ficar sozinho e busco desesperadamente na vida a eternidade. Buenas, é isso, seu fuxiqueiro curioso dos infernos!

11.8.06

Tempo livre demais

Dia de chuva, minha criatividade está no mesmo nível da minha disposição (zero, seu mané!). Sendo assim, e aproveitando a onda natureba de reciclagem, vou pegar um texto que eu escrevi com Zing, célebre pensador húngaro e mestre do tempo, e jogar na cara de vocês como se fosse coisa nova e todos vão fingir que nunca leram, exatamente como se faz no sistema educacional brasileiro (uns fingem que aprendem, outros fingem que acreditam).

Teoria do Ininciofinito

Partindo do principio de que a palavra INFINITO representa justamente a ausência ou não presença de fim, obtivemos um resultado fascinante: a ausência ou não presença de fim não significa, necessariamente, que exista a ausência ou não presença de inicio. Em termos mais acessíveis para a plena compreensão de mentes menos ou não privilegiadas (grande maioria absoluta e esmagadora), a falta de fim não se entende necessariamente como a falta de inicio.
Logo, se algo obtêm o atributo de possuir inicio e não possuir o referido fim, é possível sua compreensão de maneira inversa e nem por isso incorreta e ininteligível. Sendo assim, sabemos, pois, que a presença ou não, logo, a ausência ou não de fim depende do ponto de vista do observador, atento ou não as regras da complexa geometria moderna e atualizada de acordo com as devidas convenções pré-estabelecidas em convenções antecedentes da presente data.
Desse modo, a correta grafia da palavra para sentido semelhante e/ou igual seria ININCIOFINITO, não possuindo assim nem inicio nem fim, logo independe da visão assumida pelo referido observador, atento ou não, conhecedor da teoria ou simples leigo, solteiro ou não.
Há um porém que se deve ressaltar, sem no entanto entender-se esse ressaltar como expressão de importância superior a tal assunto ou fato a ser descrito a seguir, como deverá ser notado pelos leitores e observadores, tendo estes as condições já exaustivamente sugeridas na explicação acima.
No caso de algo não ter nem inicio nem fim, existe a grande possibilidade (não necessidade como poderia ser compreendida por alguns bufões) desse corpo ou situação ter uma parte central não necessariamente centralizada, tendo em vista um eixo, fixo ou não, já que este eixo poderia assumir diversas coordenadas dependendo da visão e/ou observação do nosso já conhecido leitor observador com qualidades já citadas e decoradas pelo indivíduo que aqui busca informação, proveitosa ou não, como desejar.
Essa parte central, vulgarmente mas não de forma vulgar denominada meio, poderia por muitos ser um ponto como qualquer outro, dependendo dos referidos e já esclarecidos pontos de referência. Logo, teorias apontam para uma nova grafia da palavra. A sugestão nova mas não pôr isso inexperiente seria ININCIOMEIOFINITO, nessa ordem de disposição, por ordem de aparição e não de importância, já que todos são igualmente necessários. Tal alteração é urgente e fundamental pois o meio é possível sem inicio e fim, uma vez que a matemática atribui que o infinito é uma coordenada, podendo então ter um meio se comparada com outra coordenada infinita aleatória.
Existe ainda um último senão com relação a essa grafia. Se algo não possui inicio nem meio nem fim, essa massa não pode existir já que tais componentes são necessários para a existência e compreensão de todo e qualquer corpo. Nesse ponto de vista, todas as teorias são errôneas mas nem por isso desnecessárias. Como grafia provisória sugere-se o vocábulo INEXISTENTE, pois se algo não tem nem meio nem fim nem inicio ele não existe.
Esperamos que este estudo possa gerar debate e discussão, não de forma agressiva e selvagem como sugere a palavra, mas com FINALIDADES produtivas, sem no entanto que elas sejam o fim como nos leva a pensar a palavra. Neste prisma, a grafia correta deveria ser reformada de FINALIDADE para INICIALIDADE.
Tal estudo já esta encomendado e terá resultados nos dias que se seguem, sem necessariamente seguirem em fila indiana, mas em ordem crescente sem dúvida, ou quiçá decrescente, dependendo do ponto de vista do leitor observador, atento ou não, conhecedor ou leigo, solteiro ou não, e vice-versa, como queiram.

# Baumgarten tem mais facilidade de compreender a Teoria do Ininciofinito do que a lógica social brasileira.

8 Comments:

Blogger Marcelo said...

Interessante. Eu gostaria de contribuir com a discussão acerca da etimologia (do grego ethymon) empregada na palavra ININCIOMEIOFINITO.

A princípio, creio eu que por advir da palavra INÍCIO, o correto poderia ser ININICIOMEIOFINITO (in-início-meio-finito). Irrelevante, contudo, este meu comentário, pois que a principal característica dessa palavra é que, como as palavras no Esperanto (promissora língua-futura da humanidade, de acordo com a crença de meia dúzia de indivíduos), tal palavra NÃO POSSUI uma forma correta de ser escrita. Não que se possa escrever errado as palavras em Esperanto, este tão utilizado idioma a nível mundial, mas que não há uma forma correta de disposição de seus elementos.

Após alguns breves instantes de reflexão profunda, cheguei à esta conclusão. Ao contrário do que disseste no teu "post" (brasileirismo livre): "A sugestão nova mas não pôr isso inexperiente seria ININCIOMEIOFINITO, nessa ordem de disposição, por ordem de aparição e não de importância(...)" não traduz a verdade implícita no problema, que devido á sua complexidade, escapa à vista em primeira análise; pois, se há de se admitir a inexistência de um início e de um fim, não há como se afirmar positivamente sobre a ordem de aparição destes elementos. A própria inexistência de um início indica que não há a existência de um início do fim, tampouco um fim do início, ou o início e o fim do meio, ou o meio do fim ou do início!

Deste modo, é impossível que se pense que a forma correta de se grafar tal palavra seja ININICIOMEIOFINITO, em detrimento de INFINITOMEIOINICIO ou INMEIOFINITOINICIO ou ainda ININICIOFINITOMEIO, ou demais formas que possam ser discutidas alhures.

6:00 PM  
Anonymous Stelle said...

A ausência de fim não se entende necessariamente como a ausência de início. Concordo. E concordo com o Prietsch que "ininiciofinito" seria um termo mais apropriado que "ininciofinito".

Penso que o "infinito" como o conhecemos se manifeste de formas diferentes sobre dois conceitos: o concreto e o abstrato em que se é possível determinar um início.
Suponhamos que o universo (concreto) seja mesmo infinito. Assim, não possui fim nem início (e, aqui, não me refiro à história, no caso do big bang, mas a um início físico). Por outro lado, os numerais (abstrato c/ início determinado) começam particularmente no zero e tendem ao infinito, positiva e negativamente. Dessa forma, percebe-se que, para conceitos concretos, o "infinito", além de não possuir um fim, também não possui um início específico e, para conceitos abstratos em que se é possível determinar um início, limita-se apenas a não possuir um fim.
Note que, apesar de se tratar de uma lógica bastante óbvia, é necessário seu pleno esclarecimento para que se embasem os argumentos a seguir.

Parágrafos comentados:

"No caso de algo não ter nem início nem fim [pressuponho uma reta que tende ao infinito para ambos os lados, pois que é um exemplo adaptável a outros até mesmo de natureza concreta], existe a grande possibilidade desse corpo ou situação ter uma parte central não necessariamente centralizada [como, "não necessariamente centralizada"? Se infinito é "x" e se ambos os lados tendem ao infinito, então há "x" de um lado e "x" de outro, o que naturalmente centraliza o eixo], tendo em vista um eixo, fixo ou não, já que este eixo poderia assumir diversas coordenadas..." [Como pode um eixo "assumir diversas coordenadas" se as "coordenadas", nesse sentido, se equivalem a "eixo" como sendo apenas referências na superfície?]

"(...) o meio é possível sem inicio e fim, uma vez que a matemática atribui que o infinito é uma coordenada, podendo então ter um meio se comparada com outra coordenada infinita aleatória." [Como pode uma coordenada - isto é, uma simples referência - ser infinita? De acordo com o Houaiss, a matemática atribui que o infinito é uma "grandeza cujos valores não são limitados", definição que pode facilmente ser aplicada a uma linha, mas não a uma coordenada. O "infinito" teria um meio no momento em que uma reta apresentar um ponto de intersecção com outra reta - essa sim - infinita e aleatória.]

Por último - mas não menos importante -, quanto ao uso da grafia "finalidade", acredito que essa se trate justamente de uma ação que visa um determinado fim. Mesmo que a grande meta seja alcançada por meio de uma sucessão de metas menores, cada etapa deve ser finalizada, ainda que, após tal finalização, o objetivo principal ainda não tenha sido atingido. Citando palavras do texto, a linha "debates e discussões com finalidades produtivas" significaria que, ao fim dos debates e discussões, haveria uma resposta produtiva (mesmo que, com essa resposta produtiva, surjam outras discussões que visem mais respostas produtivas e assim por diante). Dessa forma, "finalidade" parece-me uma escrita adequada.





I'll be back.

6:33 AM  
Blogger Marcelo said...

Este comentário foi removido por um administrador do blog.

1:28 PM  
Blogger Marcelo said...

Cabe, contudo, acrescentar o que a ilustre colega Stelle explanou superficialmente em seu embasado e deveras moroso comentário. Existem, a princípio, duas maneiras distintas de se analisar o "infinito" da maneira em que ele nos é proposto. Não há que se negar a existência de conceitos matemáticos complexos que venham por ventura a acrescentar novas maneiras de análise, mas no que concerne a esta explanação, tomar-se-á como base os conceitos pré-definidos de infinito físico e infinito abstrato.

Por ora, tomemos como exemplo o Universo. A celeuma que aqui se apresenta é que, filosoficamente, é perfeitamente aceitável e plausível que se entenda que o Universo seja ao mesmo tempo infinito e finito. Ainda que tal afirmação possa gerar um certo desconforto no meio científico (em sua grande maioria formado por ignóbeis de pouca visão, aqui não no sentido físico de "enxergar", mas em um sentido mais amplo, que compreenda a capacidade de discernimento referente à análise baseada em observações), para aqueles de capacidade intelectual superior parecerá óbvio tal conceito.

De pronto, sabemos que uma das teorias relativas à própria existência física do Universo é a de que ele é infinito. Desta sentença podemos concluir que também não há um início do Universo, já que o infinito físico anula qualquer possibilidade de limites concretos, incluindo aí quanto à forma, pois que, em teoria, o infinito independe do referencial no espaço do observador. De certa forma, seguindo a teoria que nos foi proposta pelo Baumgarten, o correto seria alterar a grafia vulgarmente utilizada, já que inexiste o infinito físico, pois ele sempre será ininiciomeiofinito.

Com este conceito em tela, passemos à análise da segunda maneira de se estudar o infinito, qual seja a abstrata.

Da teoria da abstração do infinito, cabem diversas óticas, como a matemática, por exemplo. Entretanto, o escopo desta argumentação baseia-se na reflexão sobre o eixo do tempo. É teoria há muito aceita pela comunidade científica que o Universo teve um "início temporal", comumente apelidado de "Big Bang". Logo, é mister supor que foi a partir deste momento fático que o Universo como o conhecemos passou a existir; em uma linha imaginária do tempo, este acontecimento delimitaria o ponto de partida, ou seja, o início. Ora, se podemos imaginar que o Universo teve um início no tempo, é no mínimo razoável aceitarmos que poderá haver um final mais adiante.

Com ambas considerações em estudo, percebe-se facilmente que uma não anula, de forma alguma, a existência da outra, sendo perfeitamente possível - até mesmo plausível - que o Universo seja, ao mesmo tempo, infinito (ou mais corretamente, ininiciomeiofinito) no que tange ao seu aspecto físico, e finito sob a ótica temporal.

1:32 PM  
Anonymous Stelle said...

Argumento assaz pertinente. Sem mais comentários.

3:45 PM  
Anonymous Camila said...

Blah Blah Blah
Isso não é inteligência...
Isso é TER TEMPO!!!

:P

11:42 AM  
Blogger Zohguy_Saiyajin said...

Enquanto não der para produzir matéria de lugar algum e enquanto não conseguirem identificar o início dos tempos com precisão, as coisas, de certa maneira, não terão início nem fim. "Nada se perde, tudo se transforma, nada se cria tudo se copia, bla bla bla..."
Agora... Pra mim, a palavra Ininciofinito parece com In*inicio*finito, o que remeteria a diversas coisas que as pessoas com excesso de tempo e preguiça fazer: abandonar projetos antes mesmo de efetivamente iniciar seu desenvolvimento no plano prático.

9:58 PM  
Blogger Ollie said...

Bah! Concordo com a Camila. Mesmo porque foi o único comentário curto o sufuciente para que eu lesse. IMPRESSIONANTE o talento que vcs têm pra divagar sobre nada e o tempo de sobra. Pior que eu sei que vc faz mil coisas. Me diz: teu dia tem qtas horas a mais que o meu?

11:14 AM  

Postar um comentário

<< Home